Acessibilidade na Educação a Distância

A tecnologia assitiva ajuda a minimizar as dificuldades encontradas entre pessoas com deficiência ao acesso a diversos formatos de informação. Do ponto de vista tecnológico, soluções desenhadas sob o olhar da acessibilidade são ferramentas (ou um grupo de ferramentas) que proporcionam o acesso a recursos oferecidos principalmente pela internet, a usuários com diferentes características de deficiências físicas. A importância da tecnologia para pessoas com deficiências fisicas possui poderoso impacto social, uma vez que a tecnologia pode proporcionar uma independência nas atividades cotidianas das pessoas.

Implementar soluções acessíveis voltadas para a internet é uma questão de inclusão digital não apenas para os deficientes, como para os idosos e pessoas com baixo nível de instrução. Além de proporcionar oportunidades para este grupo de pessoas, o conteúdo universal acessível possui o potencial de atrair uma mão de obra mais qualificada não encontrada normalmente ao mercado saturado de tecnologia.

Em torno de 10% da população mundial sofre de alguma espécie de deficiência visual. No Brasil, 24,6 milhões de pessoas (14% da população) apresentam algum tipo de necessidade especial. De acordo com o IBGE, neste universo, 170 mil pessoas são cegas e mais de 2 milhões de pessoas possui algum tipo de deficiência visua. Este cenário revela os desafios e oportunidades para desenvolvedores de conteúdos para a Web em termos de pesquisa e desenvolvimento de material de qualidade e de fácil acesso.

Neste contexto, o objetivo do projeto é colaborar com a pesquisa e desenvolvimento em um campo ainda pouco explorado de elaboração de conteúdos educacionais acessíveis para a internet, especificamente no campo do e-learning, atraindo defiientes visuais à tecnologia e treinamento, atingindo a sociedade em todo o território nacional.

Quem se interessa pelo assunto e quer contribuir, trocar ou conhecer o projeto acesse http://portalacessivel.pytown.com/

Vantagens em ter um Web Site com Acessibilidade

Acessibilidade na Web significa que pessoas com diferentes tipos de deficiência também deveriam entender, navegar, interagir e contribuir com websites (WAI – Web Accessibility Initiative). Assim, o apoio à busca de acessibilidade na Web não exclui nenhum dos usuários e estende o conceito de usabilidade como um todo.

· Você pode ter mais pessoas acessando suas informações ou serviços.

· Seu website estará adaptado a diferentes tipos de conexão como, por exemplo, navegadores mais antigos, computadores menos potentes ou sem mouse, etc.

· Seu website estará dentro dos princípios de acessibilidade preconizados pela lei federal de acessibilidade (Lei no. 10 098, de 19 de dezembro de 2000), que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras providências.

· Ao ter mais acessos, seu website garantirá a adesão dessa comunidade e simpatizantes, e atrairá mais anunciantes.


É fácil tornar meu website acessível, depois de construído?

. Após uma avaliação criteriosa, recomenda-se as alterações necessárias para torná-lo acessível, quanto à navegação, cores e, se possível, na construção dos textos, o que facilitará em muito o trabalho de adequação das páginas.

Como será feita essa avaliação?

. A avaliação será feita considerando as diversas prioridades preconizadas pelo W3C.

Parte das 14 diretrizes para construção de websites acessíveis do W3C (WCAG – Web Content Accessibility Guidelines 1.0) podem ser atendidas com a construção de códigos HTML, CSS e Javascript válidos e bem estruturados. A seguir a lista de funcionalidades que contribuem para atender às diretrizes:

  • Redação de título de páginas que identifique seu conteúdo, facilitando a indexação por ferramentas de busca, evitando a utilização de ASCII art;
  • Utilização do atributo lang para especificar o idioma da página e de trechos que utilizam outros idiomas para que leitores de telas e outros aplicativos os interprete corretamente;
  • Conteúdo textual e sonoro equivalente ao visual (i.e., utilização de atributos alt e title, geração de conteúdo via CSS, funcionalidades adicionadas com Javascript, etc.), tendo em foco a redundância e nunca contar com apenas uma forma para apresentação de conteúdos;
  • Tornando conteúdo mais legível a partir da utilização de unidades de medida relativas, tanto para texto quando elementos da página (e.g., tabelas, largura da página);
  • Utilização de CSS bem estruturado, o que torna o website mais robusto, consistente e de mais fácil manutenção;
  • Organização de páginas e formulários seguindo uma ordem lógica a partir da utilização de rótulos e tabindex, por exemplo;
  • Elaboração de tabelas estruturais e de conteúdo que sejam acessíveis e evitam criar barreiras para os usuários que utilizam leitores de telas.

Com estes pontos, 8 das 14 diretrizes de conteúdo do W3C (WCAG 1.0) são atendidas. São elas:

  • Diretriz 1 – Fornecer alternativas ao conteúdo sonoro e visual
  • Diretriz 2 – Não recorrer apenas à cor
  • Diretriz 3 – Utilizar corretamente marcações e folhas de estilo
  • Diretriz 4 – Indicar claramente qual o idioma utilizado
  • Diretriz 5 – Criar tabelas passíveis de transformação harmoniosa
  • Diretriz 8 – Assegurar a acessibilidade direta de interfaces do usuário integradas
  • Diretriz 9 – Projetar páginas considerando a independência de dispositivos
  • Diretriz 11 – Utilizar tecnologias e recomendações do W3C

Você poderá avaliar seu site com o “da Silva”

Trata-se de um programa de computador construído pela Acessibilidade Brasil – segundo os princípios do W3C/WAI – que funciona no nosso idioma e também em inglês e no português de Portugal. Ao ser acionado, ele “lê” o site e acusa erros como, por exemplo, um link sem texto ou qualquer outro elemento fora das regras de acessibilidade.

O “da Silva” ajuda na construção e manutenção do site, assim como na avaliação de páginas, a qualquer momento. É, também, um recurso de orientação para os administradores de sites que querem facilitar o acesso à rede, em situações que exigem a criação de programas e informações flexíveis e meios que favoreçam o acesso intuitivo.

É o que deve ser proporcionado tanto às pessoas portadoras de deficiência quanto às que apresentam dificuldades como a baixa escolarização, a idade avançada e a pouca familiaridade com o computador, ou usam computadores antigos.

O “da Silva” está previsto em duas versões: Desktop, para ser instalada no programa Windows – ainda não implantada – e Web, que pode ser usada em qualquer navegador – já disponibilizada nesse site. Basta digitar a URL (endereço do site), o programa avalia as páginas gerando um relatório dividido em 3 Prioridades e links relacionados. Apoiado em uma base de dados, faz sua avaliação.

Para acesso à versão Web do “da Silva”, basta clicar no link Avaliador OnLine e fazer o seu cadastro. No futuro, esse novo programa estará disponível em outros idiomas.

Qualquer dificuldade no acesso ao novo avaliador pode ser esclarecida por meio de mailto: dasilva@acessobrasil.org.br

Ferramentas utilizadas

Firefox Accessibility Extension – Plug-in com várias ferramentas relacionadas com acessibilidade. É necessária a instalação do navegador Firefox.

HTML-Kit – Editor de páginas Web

Bluefish – Editor de páginas Web

WAI – Web Accessibility Initiative do W3C


Recursos

Tamanho do texto:

Teclas de acesso

As teclas de acesso constituem um mecanismo que lhe permite navegar no web site usando o seu teclado.

Teclas de acesso disponíveis

Este sítio usa uma configuração próxima da maioria das recomendações internacionais sobre teclas de acesso. São elas:

  • 1 — Página de Entrada
  • 2 — Ir para o conteúdo
  • 3 — Mapa do Sítio
  • 4 — Foco no campo de pesquisa
  • 5 — Pesquisa Avançada
  • 6 — Árvore de navegação
  • 9 — Informação de contato
  • 0 — Pormenores das Teclas de Acesso

Utilização das teclas de acesso em diversos navegadores

Internet Explorer 5+ (Windows)
Mantenha premida a tecla Ctrl e prima o número ou letra da tecla de acesso.
Firefox, Mozilla e Netscape 7+ (Windows)
Mantenha premida a tecla Alt e prima o número ou letra da tecla de acesso.
Firefox, Mozilla e Netscape 7+ (Mac OS X)
Mantenha premida a tecla Ctrl e prima o número ou letra da tecla de acesso.
Safari e Omniweb (Mac OS X)
Mantenha premida a tecla Ctrl e prima o número ou letra da tecla de acesso.
Konqueror (Linux)
Carregue na tecla Ctrl, largue-a, e em seguida prima o número ou letra da tecla de acesso.
Internet Explorer 4 (Windows)
Mantenha premida a tecla Alt e prima o número ou letra da tecla de acesso.
Internet Explorer 5+ (Mac)
Mantenha premida a tecla Ctrl e prima o número ou letra da tecla de acesso.
Internet Explorer 4.5 (Mac)
As teclas de acesso não são suportadas; por favor use um navegador diferente.
Netscape 6 e anteriores (Todas as plataformas)
As teclas de acesso não são suportadas; por favor use um navegador diferente.

Fontes: http://warau.nied.unicamp.br; http:www.acessibilidadebrasil.org.br

A Psicologia do Teste

A forma de pensar utilizada enquanto se está testando e revisando é diferente da utilizada enquanto se está analisando e desenvolvendo. Com a sua forma de pensar, os desenvolvedores estão aptos a
testarem seus próprios códigos, mas a separação desta responsabilidade para um testador é tipicamente feita para ajudar a focalizar o esforço e prover benefícios adicionais, como uma visão independente, profissional e treinada de recursos de teste. Teste independente pode ser considerado em qualquer nível de teste.

Certo grau de independência (evitando a influência do autor) muitas vezes representa uma forma eficiente de encontrar defeitos e falhas. Independência não significa simplesmente uma substituição,
tendo em vista que os desenvolvedores podem encontrar defeitos no código de maneira eficiente. Níveis de independência podem ser definidos como:

  • Teste elaborado por quem escreveu o software que será testado (baixo nível de independência).
  • Teste elaborado por outra(s) pessoa(s) (por exemplo, da equipe de desenvolvimento).
  • Teste elaborado por pessoa(s) de um grupo organizacional diferente (ex: equipe independente de teste).
  • Teste elaborado por pessoa(s) de diferentes organizações ou empresas (terceirizada ou certificada por um órgão externo).

Pessoas e projetos são direcionados por objetivos. Pessoas tendem a alinhar seus planos com os objetivos da gerência e outros envolvidos (“stakeholders”) para, por exemplo, encontrar defeitos ou
confirmar que o software funciona. Desta forma, é importante ter objetivos claros do teste. Identificar falhas durante o teste pode ser considerado uma crítica contra o produto e o autor (responsável pelo produto). Teste é, nestes casos, visto como uma atividade destrutiva, apesar de ser construtiva para o gerenciamento do risco do produto. Procurar por falhas em um sistema requer curiosidade, pessimismo profissional, um olhar crítico, atenção ao detalhe, comunicação eficiente com os profissionais do desenvolvimento e experiência para encontrar erros. Se os erros, defeitos ou falhas são comunicados de uma forma construtiva, podem-se evitar constrangimentos entre as equipes de teste, analistas e desenvolvedores, tanto na revisão quanto no teste.

O testador e o líder da equipe de teste precisam ter boa relação com as pessoas para comunicar informações sólidas sobre os defeitos, progresso e riscos de uma forma construtiva. A informação do
defeito pode ajudar o autor do software ou documento a ampliar seus conhecimentos. Defeitos encontrados e resolvidos durante o teste trará ganho de tempo e dinheiro, além de reduzir os riscos.
Problemas de comunicação podem ocorrer, especialmente se os testadores forem vistos somente como mensageiros de más notícias ao informar os defeitos. De qualquer forma, existem formas de melhorar a comunicação e o relacionamento entre os testadores e os demais:

  • Começar com o espírito de colaboração, ao invés de disputa (conflitos), onde todos têm o mesmo objetivo para alcançar a melhor qualidade do sistema.
  • Comunicar os erros encontrados nos produtos de uma forma neutra, dar foco no fato sem criticar a pessoa que o criou, por exemplo, escrevendo objetivamente o relatório de incidentes.
  • Tentar compreender como a pessoa se sente ao receber a notícia e interpretar sua reação.
  • Confirmar que a outra pessoa compreendeu o que você relatou e vice-versa.

Fonte: Base de Conhecimento para Certificação em Teste. Foundation Level Syllabus

Princípios gerais do teste

Alguns princípios foram sugeridos ao longo dos últimos 40 anos, oferecendo um guia geral para o processo de teste como um todo.

Princípio 1 – Teste demonstra a presença de defeitos

Teste pode demonstrar a presença de defeitos, mas não pode provar que eles não existem. O Teste reduz a probabilidade que os defeitos permaneçam em um software, mas mesmo se nenhum defeito for encontrado, não prova que ele esteja perfeito.

Princípio 2 – Teste exaustivo é impossível

Testar tudo (todas as combinações de entradas e pré-condições) não é viável, exceto para casos triviais. Em vez do teste exaustivo, riscos e prioridades são levados em consideração para dar foco aos esforços de teste.

Princípio 3 – Teste antecipado

A atividade de teste deve começar o mais breve possível no ciclo de desenvolvimento do software ou sistema e deve ser focado em objetivos definidos.

Princípio 4 – Agrupamento de defeitos

Um número pequeno de módulos contém a maioria dos defeitos descobertos durante o teste antes de sua entrega ou exibe a maioria das falhas operacionais.

Princípio 5 – Paradoxo do Pesticida

Pode ocorrer de um mesmo conjunto de testes que são repetidos várias vezes não encontrarem novos defeitos após um determinado momento. Para superar este “paradoxo do pesticida”, os casos de testes necessitam ser freqüentemente revisado e atualizado. Um conjunto de testes novo e diferente precisa ser escrito para exercitar diferentes partes do software ou sistema com objetivo de aumentar a possibilidade de encontrar mais erros.
Princípio 6 – Teste depende do contexto

Testes são realizados de forma diferente conforme o contexto. Por exemplo, softwares de segurança crítica (por exemplo, software do computador de bordo de aeronaves) são testados diferentemente deum software de comércio eletrônico.


Princípio 7
– A ilusão da ausência de erros

Encontrar e consertar defeitos não ajuda se o sistema construído não atende às expectativas e necessidades dos usuários.

Testadores testam e desenvolvedores depuram.

Testes podem possuir objetivos diferentes:
• Encontrar defeitos.
• Ganhar confiança sobre o nível de qualidade e prover informações.
• Prevenir defeitos.
O processo mental de projetar testes de forma antecipada no ciclo de vida (verificando a base de teste através da modelagem de teste) pode ajudar a prevenir defeitos que poderiam ser introduzidos no código. A revisão de documentos (ex: requisitos) também ajuda a prevenir defeitos que possam aparecem no código.
No processo de teste, diferentes pontos de vista levam a diferentes objetivos. Por exemplo, no teste feito em desenvolvimento (teste de componente, integração e de sistemas), o principal objetivo pode ser causar o maior número de falhas possíveis, de modo que os defeitos no software possam ser identificados e resolvidos. No teste de aceite o objetivo principal pode ser confirmar se o sistema está funcionando conforme o esperado, ou seja, prover a confiabilidade de que esteja de acordo com o requisito. Em alguns casos o principal objetivo do teste pode ser avaliar a qualidade do software (não com a intenção de encontrar defeitos), para prover informações sobre os riscos da implantação do sistema em um determinado momento aos gestores.

Os testes de manutenção podem ser usados para verificar se não foram inseridos erros durante o desenvolvimento de mudanças. Durante os testes operacionais, o principal objetivo pode ser avaliar características como confiabilidade e disponibilidade. Depuração (debbuging) e teste são atividades diferentes. Testes podem demonstrar falhas que são causadas por defeitos. Depuração é a atividade de desenvolvimento que identifica a causa de um defeito, repara o código e checa se os defeitos foram corrigidos corretamente. Depois é feito um teste de confirmação por um testador para certificar se a falha foi eliminada. As responsabilidades de cada atividade são bem distintas.

Projeto F123

Sistema F123 tem o programa Orca, que permite que pessoas com deficiência visual possam usar praticamente qualquer computador. O Sistema F123 traz o Orca pré-instalado além de editor de texto, navegador web, e dezenas de outros programas.

Para obter a versão gratuita do Sistema F123 Visual para instalação em pendrives simplesmente faça o download do software nesta página. Para obter o Sistema F123 para instalação em computadores use esse arquivo. Este arquivo é o que chamamos de imagem ISO que deve ser gravada em um DVD em branco. Na maioria dos computadores você só precisa colocar um DVD em branco no drive e clicar no arquivo baixado que se chama:
f123.org-visual-pt-2010.04-br09.iso

O Projeto F123 no Brasil é uma parceria entre a Botelho & Paula Consultoria e a Mais Diferenças.